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Por que o vinho italiano se tornou o mais produzido do mundo em 2015?

Vinho italiano lidera produção em 2015

Quando pensamos em vinho é inevitável não se lembrar do vinho italiano e o francês como os potenciais melhores vinhos do mundo. A bem da verdade é que o termo ‘melhor vinho‘ pode ser um tanto questionada, começando com uma simples pergunta: melhor para quem?

Vinho italiano lidera produção em 2015

Vinho italiano lidera produção em 2015

Não adianta falarmos que um Barolo é o melhor vinho do mundo se quem vai consumi-lo não gosta de vinho encorpado, taninos marcantes e acidez alta! Não só a pessoa vai discordar, como questionará o alto preço do vinho, afinal um bom Barolo nunca é barato. A conclusão é simples: não necessariamente os vinhos mais famosos ou mais caros são os melhores e aqui acabamos caindo naquela frase que pode parecer politicamente correta, mas é totalmente verdadeira – o melhor vinho é aquele que você gosta.

Como vinho italiano liderou em 2015?

Voltando ao tema principal, ambos os países têm fama e tradição na produção de vinhos, sendo que também revezam anualmente o posto de maior produtor do mundo. Segundo a OIV – Organização Internacional da Vinha e do Vinho – em 2013 foi a Itália que ficou em primeiro lugar, enquanto a França ocupou o topo em 2014 . No ano passado, 2015, o vinho italiano voltou a ser o líder de produção com 48,9 mhl e é por isso que hoje vamos dedicar nossa atenção a Itália.

A Itália tem tradição em cultivo de vinhedos desde a Grécia Antiga e os Romanos já desfrutavam da famosa ‘dieta mediterrânea’, baseada em pão, azeite de oliva e vinho. Ao contrário de sua ‘rival’ francesa, o vinho italiano é produzido literalmente em todo o seu território – de norte a sul, de leste a oeste – sendo possível encontrar uma grande diversidade de estilos que vão desde espumantes (em todos os graus de doçura e complexidade) e brancos a tintos e passitos (vinhos de sobremesa feitos com uvas passas). Se você quiser explorar a variedade de uvas, certamente não se decepcionará: são mais de 2.000 variedades nativas, sendo algumas conhecidas desde a Idade Média, como a Barbera, Nebbiolo e Trebbiano.

Porém, é provável que vinhos italianos sejam mais conhecidos pelos ‘nomes’ de seus vinhos, tais como Chianti, Barolo, Valpolicella ou Prosecco, do que pelas variedades de uvas. Tais termos correspondem ao nome das regiões onde as uvas são plantadas e os vinhos produzidos – as famosas Denominazione di Origine Controllata (DOC) e Denominazione di Origine Controllata e Garantita (DOCG) – mas, na verdade, a coisa vai mais além. Para o vinho receber esta denominação, o produtor precisa seguir uma série de regulamentos rigidamente controlados, que determinam desde a uva permitida até a graduação alcoólica do vinho.

Com tantas regras, as DOC e DOCGs tinham por princípio criar o vinho italiano mais nobre, porém suas leis ultrapassadas e inflexíveis, e a tolerância por rendimentos generosos fizeram delas garantia de origem e não necessariamente qualidade. Isso levou ao nascimento dos vinhos desclassificados, cujos produtores preferiram não estar associados às DOCs, mas fazerem vinhos livres de tantas regras, porém com personalidade e qualidade diferenciada. Demorou um pouco, mas as autoridades italianas entenderam o recado e em 1992 foram criadas as IGT – Indicazione Geografica Tipica – que têm legislação mais flexível e moderna.

Com tanta diversidade de estilo, uvas e termos legais, a Itália pode ser vista como um paraíso dos amantes de vinho, mas também como um pesadelo. Não se deixe intimidar por isso! Deixar de lado os preconceitos e participar de degustações trarão grandes recompensas. O vinho italiano tem sim acidez alta – é típico das uvas italianas e ingrediente perfeito para a gastronomia, além de dar vivacidade ao vinho! Os taninos são marcantes? Pode ser que o vinho precise ser guardado por alguns anos para amaciá-los (um bom exemplo é o já mencionado Barolo) ou um prato de carne rico em fibras para equilibrá-los. Não gosta de vinho doce? Eles são divinos para acompanhar sobremesas!

Pronto: você já tem todos os motivos para amar a Itália! Veja algumas recomendações de vinhos italianos:

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Dia Internacional da Mulher – Força e determinação

Dia Internacional Mulher
Dia Internacional Mulher

Dia Internacional Mulher

O Dia Internacional da Mulher é o ponto culminante da luta iniciada no final do século XIX para alcançar igualdade de direitos e importância da mulher na sociedade moderna. Este é também o momento de homenagear sua feminilidade e delicadeza equilibradas pela força, que as permite suportar e vencer desafios.

No mundo do vinho, um exemplo contundente de tal força e determinação é a de Maria Luz Marin, proprietária e enóloga da Viña Casa Marin, no Chile. Marilu desafiou a todos que a desencorajaram em seu plano de plantar vinhas na região de San Antonio, dizendo a eles que era sim possível produzir bom vinho ali. Não só Marilu se tornou a primeira mulher a ser proprietária de uma vinícola no Chile, como também é responsável pelo Sauvignon Blanc considerado ícone deste país. Hoje, além da Viña Casa Marin, Marilu é presidente da Wines of Chile – organização responsável pela promoção dos vinhos chilenos ao redor do mundo.

Ainda no Chile, encontramos outros exemplos de enólogas jovens e cheias de energia para trazer seu olhar perfeccionista aos vinhos que produzem. Maria del Pilar Diaz é a enóloga responsável pelo inusitado projeto Volcanes de Chile, que tem por objetivo mostrar a influência dos mais de 2900 vulcões chilenos na qualidade das uvas. Um dos prazeres de Pilar é utilizar uvas que não são tradicionais no Chile, tais como a Carignan no seu Parinacota ou Petite Syrah no Tectonia Blend.

Também neste país, Carolina França é enóloga-chefe do Château Los Boldos desde 2014. Nascida na ilha da Madeira (Portugal), Carolina assumiu o Chile como pátria desde 2009, após casar-se com renomado enólogo chileno Renato Czischke. Sua atuação nesta vinícola trouxe vivacidade e frescor para os vinhos, tornando-os mais próximo ao paladar internacional sem omitir a força do terroir chileno.

Não faltam exemplos no Velho Mundo para ilustrar a presença da mulher na produção de vinhos. Miriam Caporali, cidadã romana e competente profissional do mundo corporativo, abriu mão de sua vida urbana para mudar-se à bellissima Toscana e assumir junto ao seu pai a Tenuta Valdipiatta. O vinho? Literalmente um dos mais nobres da Toscana: o Vino Nobile de Montepulciano que, no caso da Valdipiatta, conta com um rótulo raro feito de uvas provenientes de um único vinhedo – o Viña d’Alfiero – um exemplo majestoso desta denominação.

Em terras portuguesas, Beatriz Cabral de Almeida assumiu no Dão a vinícola responsável pela renovação desta região após anos de domínio das cooperativas que mantiveram a qualidade do vinho no nível mais baixo. A Quinta dos Carvalhais foi a pioneira na modernização de suas instalações e vinhedos, cujos vinhos viraram referência e hoje são produzidos sob o olhar atendo de Beatriz.

Fora da área de produção, porém mostrando competência acima de tudo, Jancis Robinson MW é inquestionavelmente a maior referência no mundo dos vinhos. Ela foi a primeira pessoa de fora do mercado de vinhos a passar nos extremamente árduos exames do Master of Wine. Autora do Oxford Companion of Wine, Jancis criou junto com sua assistente e braço direito, Julia Harding MW o principal livro de pesquisa do mundo dos vinhos, imprescindível na biblioteca de estudantes dos níveis mais altos de capacitação tais como o WSET Diploma, Master of Wine e Master Sommelier.

No Brasil, sommelières como Daniela Bravin, Gabriela Monteleone, Gabriela Bigareli, Lerizandra Salvador entre outras mostram sua competência na área de serviço, enquanto Suzana Barelli e Alexandra Corvo fazem um trabalho cuidadoso como jornalistas especializadas em vinhos.

Porém, um dos papéis cada vez mais desempenhados pelas mulheres é o de consumidoras. Cada vez mais o vinho faz parte de sua vida e, em alguns mercados, já são consideradas peça importante a ser impactada nas campanhas promocionais. O que assombrosamente ainda se mantém no imaginário comum é o clichê de mulheres só gostarem de vinhos ‘doces’ e ‘leves’. Será mesmo? Usando como base a diversidade de estilos produzidos pelas enólogas mencionadas acima, temos uma clara demonstração de como as mulheres não têm preconceitos na produção, quem dirá no consumo. Elas gostam sim de tintos estruturados e imponentes tanto quanto de brancos e rosés! Aqui vale a resposta que Paul Pontallier, enólogo do Château Margaux, deu ao especialista em vinhos Jorge Lucki ao ser questionado sobre a fama do Château Margaux em ser considerado o mais feminino dos Premier Crus Classés de Bordeaux: trata-se, na verdade, da diferença entre a força e a brutalidade.

por Bianca Veratti

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Natal Solidário – Importadora Zahil promove ação social em prol crianças carentes

Natal Solidário Zahil

Dezembro chegou e com ele o Natal, período em que as famílias estão unidas, os amigos se encontram e as empresas realizam confraternizações para celebrar as vitórias no ano que passou. O espírito natalino provoca um sentimento fraternal e muitas ações são realizadas para ajudar pessoas que estão em dificuldades. Por exemplo, é possível ser o Papai Noel dos Correios, uma ação que existe há 20 anos em que pessoas comuns podem atender aos pedidos de presentes de natal das crianças em situação de vulnerabilidade social. A importadora de vinhos Zahil, em favor do Centro Comunitário e Creche Sinhazinha Meirelles, que cuida de crianças carentes na zona oeste de São Paulo, está promovendo neste mês de dezembro uma ação chamada: O Natal Solidário Zahil. A iniciativa contou com a participação de 180 crianças na personalização de garrafas de vinhos. Com elas foi erguida uma árvore de Natal na loja da Zahil que fica na rua Manuel Guedes n 294, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo.

Como participar do Natal Solidário?

Natal Solidário Zahil

Natal Solidário Zahil

A proposta do Natal Solidário da Zahil é que cada cliente adquira uma das garrafas com valor simbólico a partir de R$ 10 (a pessoa que escolhe quanto quer doar) e todo o valor arrecadado será repassado para as ações do Centro Comunitário e Creche Sinhazinha Meirelles.

A loja da Zahil fica aberta de segunda a sábado, na rua Manuel Guedes, n 294, Itaim Bibi. Se preferir, pode entrar em contato por telefone e obter mais informações: 11 3071-2900.

Sobre a Sinhazinha Meirelles

Fundada em 1952, no bairro de Pinheiros, ainda com nome de Casa da Criança, por Nair Galvão. Anos depois migrou para o bairro do Butantã, aonde permanece atualmente, após a compra de um terreno por Blandina Meirelles, Dona Sinhazinha. O objetivo do Centro Comunitário é oferecer educação infantil e complementar de qualidade para crianças e adolescentes. Em 1993 houve a mudança de nome de Casa da Criança para Dona Sinhazinha. Atualmente, o Centro Comunitário e Creche Sinhazinha Meirelles atende mais de 400 crianças e adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade e risco social.

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Qual o melhor vinho tinto do mundo?

A Sirio - Melhor Vinho Tinto do Velho Mundo

Sabe aquele momento em que um amigo te pede uma indicação do melhor vinho tinto do mundo? É uma missão um tanto quanto complicada, certo?! Afinal, são tantas opções, estilos de produção, variedades de uvas e harmonizações que nunca chegaremos a um único rótulo. Mas para ajudar um pouco nesta escolha, tornou-se habito publicações, críticos e feiras de vinho elegerem aqueles vinhos que merecem destaque e, muitas vezes, são os considerados “os melhores” de sua região de origem, país, etc.

É isso que a Expovinis, maior evento de vinho da América Latina, que aconteceu em São Paulo no mês de abril, faz anualmente e, após uma série de avaliações, sem saber quais eram os rótulos, os jurados definiram os vencedores. Você sabe qual foi eleito o melhor vinho tinto do Velho Mundo em 2015? Vamos primeiro às regras:

Nesta seleção, o Velho Mundo é separado em dois: o primeiro entre Portugal e Espanha, e no segundo, Itália e França.

A Sirio - Melhor Vinho Tinto do Velho Mundo

A Sirio – Melhor Vinho Tinto do Velho Mundo

A eleição do Melhor Vinho Tinto do Velho Mundo

Para definir os vencedores, um pequeno grupo de jurados composto por especialistas nacionais e internacionais prova os vinhos (garrafas cobertas e numeradas) e detalham suas notas. Ao final, a partir de um julgamento coletivo, são conhecidos os vencedores.

Da primeira seleção, o título de melhor vinho tinto foi para Pêra Grave Reserva Tinto 2011. Já na segunda seleção, A Sirio 2007, da Sangervasio foi eleito o melhor vinho tinto do Velho Mundo – Itália e França.

O vinho A Sirio é a principal produção da vinícola Sangervasio, da região da Toscana, na Itália. Você encontra este maravilhoso vinho tinto italiano na Zahil, através deste link.

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Drappier desenvolve fermentação própria para champagne

Champagne Drappier

Champagne Drappier isolou leveduras próprias em sua propriedade no Aube e as usou pela primeira vez para fermentar a safra de 2013.

As leveduras foram separadas a partir de uma parcela de vinhas velhas provenientes da agricultura biológica de propriedade de Drappier e foram usadas para iniciar tanto a fermentação primária quanto a secundária para o Drappier Brut Nature.

De acordo com o proprietário e enólogo Michel Drappier, a ideia é analisar os vinhos feitos com a levedura recém-isolada antes de decidir fazer toda a produção anual da empresa com este novo fermento. “Os testes serão feitos por três anos“, declarou.

Este processo de testar novas formas de fermentação vai de encontro com o objetivo da Drappier, que é produzir vinhos elegantes e buscar uma evolução constante em seus processos através de recursos naturais e locais.

Drappier investe em Vcanter para grandes garrafas de Champagne

Vcanter lançado para Champagne

Foto: The Drinks Businness

Outra novidade que chega ao mercado com apoio da Drappier é um equipamento chamado de Vcanter, uma espécie de suporte para servir grandes garrafas de champagne. Este produto foi desenvolvido por um designer italiano na Suíça.

O Vcanter surgiu para suprir uma necessidade criada pela própria Drappier, quando esta lançou no mercado sua garrafa de 30 litros, a primeira do mercado com esta capacidade.


As notícias sobre a Drappier foram publicadas originalmente na revista The Drinks Business.

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